Da avaliação da margem de carga do SIN à capacitação em subestações digitais, passando por simulações de redes mais complexas e estudos de sustentabilidade, entregas desenvolvidas pelo Cepel estão em destaque na CIGRE Paris Session 2026. A participação no encontro internacional, realizado de 23 a 28 de agosto, em Paris, mostra como soluções criadas no Centro vêm contribuindo para desafios concretos da transição energética e também alcançando visibilidade na imprensa especializada.
Entre as contribuições estão metodologias para avaliação da pegada de carbono e hídrica em usinas fotovoltaicas flutuantes, novas funcionalidades para calcular a margem de carga do Sistema Interligado Nacional sem necessidade imediata de reforços na rede e avanços em ferramentas de simulação para sistemas com alta penetração de fontes renováveis e dispositivos baseados em eletrônica de potência.
“A presença do Cepel no CIGRE reforça nossa atuação na fronteira técnica de temas que já impactam o planejamento e a operação dos sistemas elétricos. Levamos contribuições aplicadas, desenvolvidas a partir de demandas concretas do setor, para um ambiente internacional em que esses desafios são discutidos de forma colaborativa”, afirma Rodrigo Régis, diretor de Negócios do Cepel.
A participação do Cepel também teve destaque na imprensa, com publicações nos veículos Cenário Energia, O Setor Elétrico e O Empreiteiro, ampliando a visibilidade das entregas apresentadas pelo Centro ao setor elétrico.
Além do diretor de Negócios, Rodrigo Régis, também integram a equipe do Cepel os pesquisadores Renan Pinto Fernandes, Katia Cristina Garcia, Denise Ferreira, Iago Leal, Carlos Kleber e Denys Lellys.
Confira os detalhes de cada projeto apresentado
• Margem de carga do SIN: Projeto para a integração de grandes cargas e data centers. O Cepel apresentou novas funcionalidades da ferramenta ANAREDE, amplamente utilizada atualmente, que permitem calcular a capacidade máxima de carga sem necessidade de obras de reforço no sistema. A solução é fundamental para o planejamento e a conexão acelerada de ativos intensivos em energia, como Data Centers e plantas de Hidrogênio Verde.
• Simulação de redes de alta complexidade: Foram lançadas novas capacidades da recente ferramenta computacional do Cepel (ANAHDVC), desenvolvida para simulações eletromecânicas e eletromagnéticas em sistemas com forte presença de inversores (geração eólica e solar).
• Sustentabilidade e Eco-design: Foi apresentado um estudo comparativo sobre a pegada de carbono e hídrica em empreendimentos fotovoltaicos convencionais na comparação com os flutuantes, além da condução de tutorial técnico sobre a aplicação de princípios de ecodesign em sistemas de potência.
• Capacitação em subestações digitais: Foram apresentados os resultados do programa nacional de formação técnica e P&D que conecta universidades e empresas do setor, posicionando o Brasil na liderança dessa tecnologia na América Latina.
• Desempenho em transmissão: Foram realizadas contribuições científicas, incluindo produção de brochura técnica, para a otimização do desempenho de linhas aéreas e mitigação de ruído corona.